• ..:: No que você acredita?
    • Publicada em 20.11.2008 na categoria cinema por Anderson R. Barbosa
    • Zeitgeist, um polêmico documentário produzido em 2007 que ultrapassou todas as fronteiras graças à internet e ao poder do boca a boca, vem com o objetivo de abrir seus olhos para as conspirações que tem o desejo de cegar e manipular a população mundial.

      Muito bem dirigido e escrito, leva o espectador a refletir sobre o que é a verdadeira realidade e o que está por detrás dela, nesses bastidores onde gente poderosa se move nas sombras e nos manipula como marionetes. O documentário é dividido em três partes distintas, mas interligadas pelo mesmo desejo de poder.


      Primeira Parte: “The Greatest Story Ever Told”

      Nesta primeira parte, Peter Joseph aborda as origens do Cristianismo, acusando-a de plagiar suas doutrinas, mitos e idéias de outras religiões originarias de civilizações do mundo antigo.

      Uma crítica feroz a dependência religiosa a qual a sociedade de hoje é aprisionada e o aproveitamento político que tem como objetivo o controle da sociedade.

    • ..:: Obama neles!
    • Publicada em 13.11.2008 na categoria textos por Kennedy Ferreira
    • bandeira americanaTinha tudo pra dar errado! Por estudo morfológico: em primeira analise é mulçumano [Barack], em segunda analise é parente de um ditador [Hussein], e em terceira é quase um terrorista [Osama]. Barack Hussein Obama, eleito ( finalmente)!

      Para ser eleito presidente dos Estados Unidos é necessário muita “coragem”, mas para ser eleito o primeiro presidente negro estadunidense é preciso ser acima de tudo vitorioso. Esta eleição representa acima de tudo uma vitória do povo negro americano que por tantos anos foi (e ainda é) alvo de forte preconceito e subjulgos. Quanto a isto, devo lembrar que diferente do que aconteceu aqui no Brasil, nos Estados Unidos não houve mestiçagem, fazendo com que sua composição étnica se apresente de forma monocromática ( ou você é preto ou você é branco). Cenário que fez com que o preconceito tivesse uma difusão linear e população negra se mantivesse em menor número. Portanto, Barack Hussein Obama não foi eleito apenas pelos negros americanos e sim por toda* população. Observando a festa da posse, podemos perceber uma enorme evolução diante de um passado marcado por uma guerra civil e a ação de uma das facções terrorista mais populares do Ocidente a CuzCuz Clan (Ku Klux Klan).

    • ..:: Como resolver um problema?
    • Publicada em 7.11.2008 na categoria textos por Kennedy Ferreira
    • como resolver um problemaQuero começar este texto lhe dizendo que temos um sério problema! Se eu pedisse sua ajuda, qual a sua sugestão para solucioná-lo? Certamente virão milhões de argumentações sobre a origem, o escopo, quem ele afeta, o alcance, a temática tecnológica, o orçamento, a liberdade de escolha e etc. Porém o objetivo deste texto é dizer que diante de um problema temos apenas uma saída: identificar a causa do problema e saná-la. Alguns podem estar pronunciando aquele velho: - Ohhhh! Que novidade. Mas venho alertar-lhe que nem todos conseguem identificar corretamente a causa de um problema, pois para tanto devemos entrar em um ciclo de porquês em busca da origem de todo o problema.

      Por estar convivendo de perto com a problemática da área de T.I., descobri uma verdade absoluta: o cliente nunca sabe o que ele quer (mas ele não sabe mesmo, nem tem a mínima idéia). Isso acontece porque ele (o cliente) tem um hábito típico da maioria dos mortais: confundir causas com efeitos. Isso acontece porque o desconforto que um problema lhe traz é algo tão imediato, que para você quanto mais rápido ele for resolvido melhor. Porém, diante da pressa, analisamos apenas aquilo que está diante de nossos olhos e que nos afeta diretamente. Em outras palavras, direcionamos nossos esforços para os efeitos do problema, pois são eles que nos afetam e não a causa. Porém ao tratarmos dos efeitos, mais cedo ou mais tarde, o problema voltará a nos atormentar, porque a causa dele continua intacta e nos perseguindo.

      Vamos tentar simplificar com um exemplo:

    • ..:: Mais Platão, Menos Prozac
    • Publicada em 1.11.2008 na categoria resenhas por Kennedy Ferreira
    • Capa do livro Mais Platão, Menos Prozac“Ser filósofo não é meramente ter pensamentos sutis, nem mesmo fundar uma escola… É resolver alguns dos problemas da vida, não na teoria, mas na prática.” - Henry David Thoreau.

      Mais Platão, Menos Prozac inicia com um apanhado da filosofia prática e da filosofia acadêmica. Essa filosofia chata complexa que serve apenas para as discussões em universidades não é a tratada no livro. O autor retoma o conceito filosófico de antigamente, aquele em que a filosofia era voltada para os problemas cotidianos e que ajudava as pessoas a compreender sua existência e com isso harmonizar os diversos conflitos que surgiam na trivialidade. Há o questionamento de porque tal reflexão foi abandonada e, em resposta, o autor insurge com a teoria de que o abandono da reflexão causou este dilúvio de patologias psicológicas (ou não) que vem assolando a sociedade e, em consequência, aumentando vertiginosamente o consumo de drogas (leia-se remédios, prozac para os depressivos). Daí o nome do livro “Mais Platão” [mais reflexão, filosofia] “Menos Prozac” [Levaria a menos patologias, depressões, remédios...].

      Depois da defesa de sua teoria, o autor apresenta o seu método para administrar os problemas filosoficamente, o método PEACE, que é dividido em cinco passos:
      1.Identificar o PROBLEMA;
      2.Avaliar cuidadosamente as EMOÇÕES provocadas pelo problema;
      3.ANÁLISE, você lista e avalia as opções para resolver o problema;
      4.Você recuará um passo, ganhará uma certa perspectiva e COMTEMPLARÁ a situação por inteiro;
      5.EQUILÍBRIO.

    • ..:: Ele está de volta!
    • Publicada em 28.10.2008 na categoria cinema por Anderson R. Barbosa

    • Após 40 anos chega aos cinemas o filme que fecha a trilogia do coveiro mais sádico do cinema.

      A trilogia que foi iniciada no começo dos anos 60 tem seu ato final. Após trinta anos preso, Zé do Caixão é finalmente libertado. Decidido a cumprir a mesma meta de encontrar a mulher que pode lhe gerar o filho perfeito, Zé do Caixão varre a cidade de São Paulo com terror e sangue. Com uma trama traduzida para os dias atuais, Encarnação do Demônio convence e encanta aos fãs de Mojica. Apesar dos clichês existentes, o filme nos prende justamente por conter elementos de sua narrativa principal, sem perder, apesar de nesses anos a mídia distorcer e ironizar o grande personagem criado por Mojica, sua essência e seu brilho. Talvez por toda a desconstrução que Zé do Caixão sofreu pela mídia, o filme não se torne tão assustador o quanto deveria. Cenas que levam o público aos risos em vez dos sustos são constantes no filme, mas não descartáveis.

    • ..:: Estimados desfavores
    • Publicada em 23.10.2008 na categoria textos por Kennedy Ferreira
    • infortunios

      Se você ligar sua televisão neste exato momento provavelmente encontrará algum canal de televisão noticiando a tragédia de Eloá, que foi sequestrada e depois morta pelo ex-namorado. Não que eu esteja desmerecendo o acontecido ou fazendo pouco do sofrimento da família, mas a cobertura que é dada a esse tipo de fato pra mim chega a representar um culto a tragédia. Nem a eleição contou com tantos destaques! Houve emissoras que fizeram cobertura ao vivo do sequestro, e em todo jornal eram duas, três, quatro reportagens que iam desde o perfil psicológico do assino ao cotidiano do prédio no qual Eloá morava.

      Caso resolva puxar um pouco pela memória, poderá lembrar que não faz muito tempo em que o mesmo aconteceu com o caso de Isabella Nardoni, onde as pessoas direcionaram tanto foco para o caso que quase asfixiaram a mãe da garota (que estava viva!). Pessoas se amontoavam em frente a sua casa, repórteres a perseguiam durante todo o tempo. E lembro de ter visto um pedido de Ana Carolina (mãe da garota), dizendo que ela estava sensibilizada pela comoção das pessoas (só pra não ser grossa…) mas que por favor a deixasse em paz!

      Diante desses fatos fico pensando por que as pessoas possuem tanto apreço pela tragédia? Será que a felicidade alheia incomoda, ou somos tão solidários ao ponto de nos comprometer e cercear o outro com a nossa pseudo-ajuda? Tendo em vista a incapacidade de interferência positiva no sequestro por parte daqueles milhões de telespectadores que assistiam ao “Big Brother” de Eloá, me questiono a utilidade de tal cobertura. Penso em tantas pessoas que se desmancham em prantos pela vítima enquanto estão sentadas em seu sofá, mas ao desligar seus televisores não conseguem produzir ao menos uma boa ação para aqueles que fazem parte do seu cotidiano.

    • ..:: A diferença entre eficiência e eficácia
    • Publicada em 17.10.2008 na categoria textos por Kennedy Ferreira
    • Diferença entre eficiência e eficácia

      Hoje, venho por meio deste (texto) diferenciar duas palavras que muitos acham ser sinônimos, mas que a pouco acabei aprendendo que de fato não são. Eficácia e eficiência servem para designar de alguma forma um bom desempenho em determinada atividade, e acho que por isso que são comumente confundidas e em certas ocasiões até usadas de forma inadequada.

      Eficiência se correlaciona com produtividade que é a medida do que foi consumido pelo que foi produzido, ou seja, eficiência é como você atingiu o objetivo. Se você conseguiu no decorrer da atividade ter desempenho na média ou acima dela, você foi eficiente. Tendo como meta o crescimento, quando você consegue produzir com menos você está sendo eficiente.

      Eficácia se correlaciona com êxito, conseguir o objetivo estipulado. Você será eficaz quando terminar a atividade no tempo estipulado e tiver atingindo as metas que foram previamente fixadas. Tendo como meta o crescimento, quando você consegue produzir mais você está sendo eficaz.

    • ..:: A Essência da Natureza Humana
    • Publicada em 10.10.2008 na categoria cinema por Anderson R. Barbosa
    • Pequenas Flores Vermelhas

      O novo trabalho de Zhang Yuan, grande realizador chinês conhecido por filmes polêmicos, nos surpreende e nos encanta. Ainda imerso no universo encontrado em seus outros filmes, mas numa atmosfera completamente diferente, Yuan nos trás uma verdadeira parábola contemporânea (pós-revolução de 1949) acerca da natureza humana, complexidades e vicissitudes da necessidade de estar “inserido” na sociedade, que a isso obriga.

      O mais surpreendente nesse filme é que seguimos Qiang, uma criança de apenas 4 anos que é colocada em um colégio interno. O menino encara com relutância o futuro no seu novo lar, pois é obrigado a adaptar-se a um novo quotidiano que impõe regras e hábitos diferentes dos que conhece. Qiang sofre grandes dificuldades de adaptação ao novo sistema, adotando uma conduta que destoa da maioria dos colegas e não sendo, por isso, premiado pelas professoras com as tais flores vermelhas que dão título ao filme.

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