Quero começar este texto lhe dizendo que temos um sério problema! Se eu pedisse sua ajuda, qual a sua sugestão para solucioná-lo? Certamente virão milhões de argumentações sobre a origem, o escopo, quem ele afeta, o alcance, a temática tecnológica, o orçamento, a liberdade de escolha e etc. Porém o objetivo deste texto é dizer que diante de um problema temos apenas uma saída: identificar a causa do problema e saná-la. Alguns podem estar pronunciando aquele velho: - Ohhhh! Que novidade. Mas venho alertar-lhe que nem todos conseguem identificar corretamente a causa de um problema, pois para tanto devemos entrar em um ciclo de porquês em busca da origem de todo o problema.
Por estar convivendo de perto com a problemática da área de T.I., descobri uma verdade absoluta: o cliente nunca sabe o que ele quer (mas ele não sabe mesmo, nem tem a mínima idéia). Isso acontece porque ele (o cliente) tem um hábito típico da maioria dos mortais: confundir causas com efeitos. Isso acontece porque o desconforto que um problema lhe traz é algo tão imediato, que para você quanto mais rápido ele for resolvido melhor. Porém, diante da pressa, analisamos apenas aquilo que está diante de nossos olhos e que nos afeta diretamente. Em outras palavras, direcionamos nossos esforços para os efeitos do problema, pois são eles que nos afetam e não a causa. Porém, ao tratarmos dos efeitos, mais cedo ou mais tarde, o problema voltará a nos atormentar, porque a causa dele continua intacta e nos perseguindo.
Vamos tentar simplificar com um exemplo:
Um dia você nota que o chão da sala está molhado, e prontamente alerta: Houston temos um problema, o chão está molhado! A solução é óbvia, enxugar o chão para que ninguém escorregue e possa vir a ter transtornos piores. Porém você enxuga o chão uma, duas, três vezes e descobre que ele continua a ficar molhado e vê que a sua solução não está surtindo o efeito desejado. Então você passa a quebrar a cabeça para achar uma nova solução e descobre que o chão está molhado por causa de vazamento no teto, prontamente você busca um recipiente (vulgo balde) e o coloca abaixo do vazamento para que ele armazene a água que por ventura está molhando o chão. Durante certo tempo o chão até que ficou seco, porém, depois o balde encheu o começou a transbordar e a molhar o chão novamente, seu problema persiste. Tentando sanar o vazamento você troca toda a encanação e faz a impermeabilização da parede para que o vazamento não volte a acontecer. Durante certo tempo o chão até que ficou seco, porém começou a aparecer um novo vazamento não pela área impermeabilizada, mas por uma área próxima e o chão novamente estava sendo molhado. Depois de suas inúmeras tentativas você chegou a conclusão que água vinha do andar de cima da empresa e era melhor construir um complexo sistema de transporte de água, pois aquela água provinha de um evento sobrenatural e a culpa era do estagiário.
A fábula acima é um certo exagero, mas ela servirá apenas como exemplo do método de tratamento que proponho. Analisemos agora o seu mesmo problema do chão molhado.
O chão está molhado! Por quê? Por que tínhamos um vazamento na parede. Por que tínhamos um vazamento na parede? Por que tínhamos uma infiltração. Por que tínhamos uma infiltração? Por que existia no andar de cima uma torneira que gotejava. Por que uma torneira estava gotejando? Por que alguém havia deixado à torneira aberta. Por que alguém deixou a torneira aberta? Por que não havia sido conscientizado quanto a este tipo de conduta dentro da empresa.
Observe que tratar o chão molhado, a infiltração, o gotejamento da torneira ou o fato dela estar fechada corretamente poderiam por hora mascarar problema, mas depois ele voltaria firme e forte pois sempre haveria algum desavisado para deixar a torneira semi-aberta, para gotejar novamente.
Uma vez que fosse esclarecida aos empregados a importância de fechar corretamente as torneiras o problema do chão molhado seria sanado. Portanto, um problema que antes era dos serviços gerais agora passou a ser um problema do RH, que foi resolvido sem nenhum custo adicional.
O foco no ambiente corporativo foi apenas para fins didáticos, para que vocês conseguissem entender bem o quero dizer. Ao tratarmos um problema devemos deixar bem delimitado o que são efeitos e o que são causas. Muitas vezes em nossas vidas temos situações que nos desagradam, e apesar do nosso empenho em evitá-las, elas continuam a se repetir. Neste ponto seria o caso analisar se você está realmente combatendo as causas ou os efeitos do problema. Na espera do ganho imediato demoramos muito tempo enxugando o chão quando na verdade poderíamos apenas fechar a torneira.
É ’seu’ Kennedy, um dia seu “querido” professor Anderson vai dizer: “tudo vai depender do nível de emoção - que pode ampliar o problema (ou às vezes fazer com que a gente não o veja)”.
Agora chega de “s e apareça na aula cara heheh.
[]’s
Só pensei no tiago com a história da água, parecia q eu tava vendo aconter. E realmente no fim a culpa é sempre do estagiário…rsrsrs
Falow presidente
Adoro resolver problemas. É como se em instantes um esquemas aparecessem na minha cabeça.
Acredite, na vida pessoal, é mais dificil descobrir o que realmente está te afetando.