“Ser filósofo não é meramente ter pensamentos sutis, nem mesmo fundar uma escola… É resolver alguns dos problemas da vida, não na teoria, mas na prática.” - Henry David Thoreau.
Mais Platão, Menos Prozac inicia com um apanhado da filosofia prática e da filosofia acadêmica. Essa filosofia chata complexa que serve apenas para as discussões em universidades não é a tratada no livro. O autor retoma o conceito filosófico de antigamente, aquele em que a filosofia era voltada para os problemas cotidianos e que ajudava as pessoas a compreender sua existência e com isso harmonizar os diversos conflitos que surgiam na trivialidade. Há o questionamento de porque tal reflexão foi abandonada e, em resposta, o autor insurge com a teoria de que o abandono da reflexão causou este dilúvio de patologias psicológicas (ou não) que vem assolando a sociedade e, em consequência, aumentando vertiginosamente o consumo de drogas (leia-se remédios, prozac para os depressivos). Daí o nome do livro “Mais Platão” [mais reflexão, filosofia] “Menos Prozac” [Levaria a menos patologias, depressões, remédios...].
Depois da defesa de sua teoria, o autor apresenta o seu método para administrar os problemas filosoficamente, o método PEACE, que é dividido em cinco passos:
1.Identificar o PROBLEMA;
2.Avaliar cuidadosamente as EMOÇÕES provocadas pelo problema;
3.ANÁLISE, você lista e avalia as opções para resolver o problema;
4.Você recuará um passo, ganhará uma certa perspectiva e COMTEMPLARÁ a situação por inteiro;
5.EQUILÍBRIO.

Após 40 anos chega aos cinemas o filme que fecha a trilogia do coveiro mais sádico do cinema.
A trilogia que foi iniciada no começo dos anos 60 tem seu ato final. Após trinta anos preso, Zé do Caixão é finalmente libertado. Decidido a cumprir a mesma meta de encontrar a mulher que pode lhe gerar o filho perfeito, Zé do Caixão varre a cidade de São Paulo com terror e sangue. Com uma trama traduzida para os dias atuais, Encarnação do Demônio convence e encanta aos fãs de Mojica. Apesar dos clichês existentes, o filme nos prende justamente por conter elementos de sua narrativa principal, sem perder, apesar de nesses anos a mídia distorcer e ironizar o grande personagem criado por Mojica, sua essência e seu brilho. Talvez por toda a desconstrução que Zé do Caixão sofreu pela mídia, o filme não se torne tão assustador o quanto deveria. Cenas que levam o público aos risos em vez dos sustos são constantes no filme, mas não descartáveis.
Se você ligar sua televisão neste exato momento provavelmente encontrará algum canal de televisão noticiando a tragédia de Eloá, que foi sequestrada e depois morta pelo ex-namorado. Não que eu esteja desmerecendo o acontecido ou fazendo pouco do sofrimento da família, mas a cobertura que é dada a esse tipo de fato pra mim chega a representar um culto a tragédia. Nem a eleição contou com tantos destaques! Houve emissoras que fizeram cobertura ao vivo do sequestro, e em todo jornal eram duas, três, quatro reportagens que iam desde o perfil psicológico do assino ao cotidiano do prédio no qual Eloá morava.
Caso resolva puxar um pouco pela memória, poderá lembrar que não faz muito tempo em que o mesmo aconteceu com o caso de Isabella Nardoni, onde as pessoas direcionaram tanto foco para o caso que quase asfixiaram a mãe da garota (que estava viva!). Pessoas se amontoavam em frente a sua casa, repórteres a perseguiam durante todo o tempo. E lembro de ter visto um pedido de Ana Carolina (mãe da garota), dizendo que ela estava sensibilizada pela comoção das pessoas (só pra não ser grossa…) mas que por favor a deixasse em paz!
Diante desses fatos fico pensando por que as pessoas possuem tanto apreço pela tragédia? Será que a felicidade alheia incomoda, ou somos tão solidários ao ponto de nos comprometer e cercear o outro com a nossa pseudo-ajuda? Tendo em vista a incapacidade de interferência positiva no sequestro por parte daqueles milhões de telespectadores que assistiam ao “Big Brother” de Eloá, me questiono a utilidade de tal cobertura. Penso em tantas pessoas que se desmancham em prantos pela vítima enquanto estão sentadas em seu sofá, mas ao desligar seus televisores não conseguem produzir ao menos uma boa ação para aqueles que fazem parte do seu cotidiano.
Hoje, venho por meio deste (texto) diferenciar duas palavras que muitos acham ser sinônimos, mas que a pouco acabei aprendendo que de fato não são. Eficácia e eficiência servem para designar de alguma forma um bom desempenho em determinada atividade, e acho que por isso que são comumente confundidas e em certas ocasiões até usadas de forma inadequada.
Eficiência se correlaciona com produtividade que é a medida do que foi consumido pelo que foi produzido, ou seja, eficiência é como você atingiu o objetivo. Se você conseguiu no decorrer da atividade ter desempenho na média ou acima dela, você foi eficiente. Tendo como meta o crescimento, quando você consegue produzir com menos você está sendo eficiente.
Eficácia se correlaciona com êxito, conseguir o objetivo estipulado. Você será eficaz quando terminar a atividade no tempo estipulado e tiver atingindo as metas que foram previamente fixadas. Tendo como meta o crescimento, quando você consegue produzir mais você está sendo eficaz.
Pequenas Flores Vermelhas
O novo trabalho de Zhang Yuan, grande realizador chinês conhecido por filmes polêmicos, nos surpreende e nos encanta. Ainda imerso no universo encontrado em seus outros filmes, mas numa atmosfera completamente diferente, Yuan nos trás uma verdadeira parábola contemporânea (pós-revolução de 1949) acerca da natureza humana, complexidades e vicissitudes da necessidade de estar “inserido” na sociedade, que a isso obriga.
O mais surpreendente nesse filme é que seguimos Qiang, uma criança de apenas 4 anos que é colocada em um colégio interno. O menino encara com relutância o futuro no seu novo lar, pois é obrigado a adaptar-se a um novo quotidiano que impõe regras e hábitos diferentes dos que conhece. Qiang sofre grandes dificuldades de adaptação ao novo sistema, adotando uma conduta que destoa da maioria dos colegas e não sendo, por isso, premiado pelas professoras com as tais flores vermelhas que dão título ao filme.
Quem é você? Você conseguiria responder está pergunta com uma frase? Ou diria que é complexo demais para descrever-se?
Ou você tem, ou você não tem! Personalidade! Eis o que nos diferencia dos demais mortais e nos torna quem somos. Você já se perguntou quanto de você existe em você mesmo? Ou quanto dos outros existe em você mesmo?
A busca pela essência é uma jornada que a cada dia ganha mais adeptos e nesse caso apenas percorrer o caminho das pedras não basta. Para aqueles que descobrem o que existe em seu interior, fazer deste conhecimento um instrumento pessoal é um crime. Guardar seus pensamentos para si por que se você pode mostrá-los aos outros? Não é mesmo!
ssisto uma aparição desenfreada de “personalidades” e de formas, demasiadamente criativas, pra externar toda esta singularidade. O sucesso das comunidades de relacionamentos (leia-se orkut) em parte foi atingido por promover a busca de identidade através das comunidades, pois destas aquelas que atendem o propósito de compartilhamento de informação são minoria. Quantas vezes você não se perguntou por que diaxo fulano (que é seu amigo…) faz parte de comunidades do tipo “Eu me equilibrava no meio fio”, tão somente é para que você saiba que ele se equilibrava no meio fio fazendo com que isso seja adicionado as informações que você tem sobre sua personalidade. Talvez, ele não achou momento pra lhe declarar que se equilibrava no meio-fio… (Seja lá que diferença isso for fazer neh? ). Também seguindo a mesma linha, a vestimenta empregada que antes servia apenas para cobrir o corpo serve agora para a auto-afirmação, o jeito que você se veste pode lhe caracterizar (ou não…) como pertencente a esse ou aquele grupo, pode deixar transparecer com o que você trabalha e até o seu humor/jeito de ser.
Este livro veio para fazer com que eu levasse mais a serio o título dos livros, pois não há descrição mais fidedigna de Marley e Eu, que seu titulo: “Marley e Eu: a Vida e o Amor ao Lado do Pior Cão do Mundo”.Simples assim! O livro é um romance morno que conta o cotidiano da lida com um cão mentalmente instável (se é que posso chamá-lo assim…) de ações bastante excêntricas, mas não muito excepcionais.
Como racionalista que sou, não haveria opção mais coerente que imaginar que para estampar na capa um pop-up que dizia ser o livro mais vendido no Brasil e no mundo, “Marley e Eu” deveria ter uma narrativa diferenciada. Imaginei, portanto, que quem narraria a história não seria alguém comum, e colocando minha ingênua mente pra funcionar conclui que o mais provável seria que quem narrasse o livro fosse nada mais nada menos que Marley (o cachorro). Engano meu: quem narra o livro é o próprio autor; John Grogan, dono de cachorro por vocação e jornalista por opção.
Na verdade, acho que minha decepção ficou por conta da minha expectativa. Chegaram aos meus ouvidos relatos de “prantos inconformáveis” ao término do livro devido a grande emoção provocada. Não sei se foi emoção de menos (por parte do livro) ou frieza demais (de minha parte)…
O conhecimento humano e o poder humano são um só, pois onde a causa não é conhecida, o efeito não pode ser produzido. - Francis bacon
Você anda procurando muitas respostas ultimamente? Enquanto eu faço essa pergunta talvez venha a sua mente aquelas antigas questões: Por que o céu é azul? Por que eu estou aqui? O que acontece depois da morte? Por que não consigo lamber meu cotovelo (não vá tentar de novo…)? Mas não é disto que estou falando, deixe que reformule meu pensamento: Qual o objetivo de suas perguntas, respostas ou conhecimento?
Muita gente vai dizer que ambos são a mesma coisa, porém, sinto lhe informar que não é bem assim. Deter-se apenas na resposta não quer dizer que de fato recebi algum ensinamento. Se eu te perguntasse quanto é 3+5 você me diria 8, assim eu teria a resposta, mas não o conhecimento que tal pergunta poderia me trazer, que seria compreender como se somam algarismos. De posse apenas da resposta eu saberia que 3 + 5 = 8, mas na hora de efetuar 5 + 3 eu teria novamente um “problema”, pois não aprendi a somar. Claro que o exemplo é apenas uma metáfora, no entanto, se você compreendê-la saberá onde eu quero chegar.